Neuroplasticidade: O Cérebro Pode Mudar

Durante muito tempo, acreditou-se que o cérebro chegava à vida adulta praticamente pronto e que, depois de determinada idade, sua capacidade de mudança diminuía de maneira definitiva. Hoje sabemos que essa visão é limitada. O cérebro continua capaz de se adaptar, reorganizar conexões e responder às experiências ao longo da vida.

Essa capacidade recebe o nome de neuroplasticidade.

Para mulheres depois dos 40 anos, compreender esse processo pode ser especialmente interessante. Essa fase da vida pode trazer mudanças na rotina, no sono, no nível de estresse e, durante o climatério e a menopausa, também importantes alterações hormonais.

Algumas mulheres percebem esquecimentos, dificuldade de concentração ou aquela sensação conhecida como “névoa mental”. Diante disso, é fácil pensar que o cérebro simplesmente não funciona mais como antes.

Mas envelhecer não significa que o cérebro perdeu sua capacidade de aprender.

A neuroplasticidade mostra justamente o contrário: nosso cérebro permanece dinâmico e responde, em diferentes graus, àquilo que fazemos, aprendemos e experimentamos.

O Que É Neuroplasticidade?

Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de modificar sua organização e suas conexões em resposta às experiências, ao aprendizado e a diferentes estímulos.

Imagine o cérebro como uma enorme rede de caminhos.

Alguns são utilizados constantemente e tornam-se bastante conhecidos. Outros são pouco percorridos. Quando aprendemos alguma coisa, repetimos uma habilidade ou somos expostos a uma experiência nova, determinadas redes neurais podem ser fortalecidas ou reorganizadas.

É um processo muito mais complexo do que simplesmente “criar novos caminhos”, mas essa comparação ajuda a compreender por que nossas experiências podem influenciar o funcionamento cerebral.

A neuroplasticidade participa de processos como:

  • aprendizagem;
  • formação e recuperação de memórias;
  • aquisição de novas habilidades;
  • adaptação a mudanças;
  • desenvolvimento de hábitos;
  • recuperação de determinadas funções após algumas lesões cerebrais.

Isso não significa que o cérebro consiga se recuperar de qualquer problema ou que seja possível evitar todas as alterações relacionadas ao envelhecimento.

Significa que ele possui uma importante capacidade de adaptação.

O Cérebro Continua Mudando Depois dos 40?

Sim.

A plasticidade cerebral não desaparece quando chegamos aos 40, 50, 60 anos ou além. Entretanto, o cérebro também passa por mudanças naturais ao longo do envelhecimento, e nem todos os processos acontecem com a mesma facilidade ou velocidade encontrada em fases mais jovens da vida.

Isso ajuda a explicar algo bastante comum: uma pessoa adulta pode precisar de mais repetição para aprender determinada habilidade, mas ainda assim conseguir aprendê-la.

Pense, por exemplo, em uma mulher de 50 anos que decide começar a estudar um idioma, aprender a utilizar uma nova tecnologia, tocar um instrumento ou praticar uma atividade física que nunca realizou.

No começo pode parecer difícil.

Com prática e repetição, porém, aquilo que exigia grande esforço pode se tornar progressivamente mais familiar.

O cérebro está aprendendo.

E aprender é uma das manifestações da plasticidade cerebral.

Neuroplasticidade e Menopausa

Durante o climatério e a menopausa, as oscilações e posteriormente a redução dos níveis de estrogênio podem estar associadas a mudanças percebidas por algumas mulheres na memória, atenção e concentração.

Além das alterações hormonais, existem outros fatores importantes.

Fogachos intensos podem prejudicar o sono. A insônia pode aumentar o cansaço. O estresse pode dificultar a concentração. Alterações de humor também podem interferir na maneira como percebemos nossa capacidade cognitiva.

Por isso, um episódio de esquecimento nem sempre significa que exista um problema diretamente na memória.

Às vezes, a informação nem sequer recebeu atenção suficiente para ser adequadamente registrada.

Imagine tentar memorizar uma informação depois de uma noite mal dormida, enquanto você pensa em várias tarefas ao mesmo tempo. Provavelmente será mais difícil lembrar dela posteriormente.

É justamente por isso que cuidar do cérebro nessa fase não significa apenas fazer palavras cruzadas ou exercícios de memória.

Sono, atividade física, alimentação, saúde emocional, interação social e estímulos intelectuais fazem parte de um conjunto muito maior.

Aprender Algo Novo Realmente Faz Diferença?

Aprender desafia o cérebro.

Quando fazemos sempre as mesmas atividades, utilizamos habilidades que já estão bastante treinadas. Quando enfrentamos uma tarefa nova, precisamos prestar atenção, cometer erros, corrigir estratégias e repetir.

Esse processo exige participação ativa do cérebro.

Mas existe uma diferença importante entre simplesmente realizar uma atividade e realmente aprender.

Assistir passivamente a vários vídeos sobre violão, por exemplo, não produz a mesma experiência de aprendizagem que tentar tocar os primeiros acordes, perceber os erros e praticá-los novamente.

O mesmo acontece com um idioma.

Ler ocasionalmente algumas palavras é diferente de estudar, tentar formar frases, ouvir, falar e recuperar o conteúdo aprendido.

Por isso, atividades que combinam novidade, desafio e prática tendem a oferecer estímulos cognitivos mais ricos.

Algumas possibilidades são:

  • aprender um novo idioma;
  • estudar um assunto diferente;
  • aprender a tocar um instrumento;
  • fazer artesanato utilizando novas técnicas;
  • dançar e memorizar sequências de movimentos;
  • aprender novas receitas;
  • utilizar ferramentas digitais desconhecidas;
  • escrever;
  • ler e discutir aquilo que foi aprendido;
  • participar de cursos ou atividades em grupo.

Não existe uma única atividade obrigatória para “treinar o cérebro”.

O mais importante é encontrar algo que seja interessante o suficiente para manter a continuidade e desafiador o suficiente para exigir aprendizagem.

A Importância da Repetição

Existe uma frase bastante popular segundo a qual são necessários exatamente 21 dias para criar um hábito ou determinada quantidade fixa de repetições para modificar o cérebro.

Na prática, não existe um número mágico que funcione para todas as pessoas e todas as habilidades.

Aprender depende de vários fatores: dificuldade da tarefa, frequência da prática, experiências anteriores, atenção, motivação, sono e características individuais.

Porém, existe um princípio importante: a repetição ajuda a consolidar aquilo que estamos aprendendo.

Isso também explica por que estudar um conteúdo uma única vez costuma ser menos eficiente do que retornar a ele em diferentes momentos.

Para uma mulher que deseja estimular o cérebro depois dos 40, portanto, talvez seja mais interessante praticar uma nova habilidade regularmente do que realizar uma atividade extremamente difícil uma vez e abandoná-la.

Atividade Física Também Estimula o Cérebro

Quando falamos em neuroplasticidade, muitas pessoas imaginam imediatamente exercícios mentais.

Mas o movimento corporal também está relacionado à saúde cerebral.

A atividade física regular está associada a benefícios para diferentes aspectos da saúde, incluindo saúde cardiovascular, sono, humor e funcionamento cognitivo.

E não é necessário transformar toda atividade em uma competição.

Caminhadas, dança, exercícios de força, bicicleta, natação e outras modalidades podem fazer parte de uma rotina ativa, respeitando as condições e limitações individuais.

Algumas atividades ainda acrescentam um desafio cognitivo.

Na dança, por exemplo, é necessário coordenar movimentos, acompanhar ritmo, lembrar sequências e responder rapidamente às mudanças.

O cérebro e o corpo trabalham juntos.

Sono: Quando o Cérebro Organiza o Que Aprendeu

Dormir não é simplesmente “desligar”.

Durante o sono acontecem processos importantes relacionados à consolidação da memória e ao aprendizado.

Isso significa que passar horas tentando aprender alguma coisa enquanto se dorme muito pouco pode ser contraproducente.

Na menopausa, essa questão merece atenção especial porque fogachos, suor noturno, ansiedade e alterações do sono podem tornar as noites mais fragmentadas.

Se você sente que sua memória piorou ao mesmo tempo em que seu sono ficou muito ruim, vale observar essa relação.

O problema pode não estar somente na quantidade de informações que você tenta memorizar, mas nas condições que o cérebro possui para processá-las e consolidá-las.

O Cérebro Precisa de Desafios, Não de Exaustão

Existe uma diferença entre estimular o cérebro e sobrecarregá-lo.

Não é necessário preencher cada minuto do dia com cursos, jogos, leituras e exercícios para tentar preservar a memória.

O descanso também importa.

Um bom desafio cognitivo é aquele que exige algum esforço, mas continua sendo possível.

Ao aprender algo novo, é natural sentir dificuldade. O problema surge quando a atividade gera frustração constante e nenhuma sensação de progresso.

Começar em níveis mais simples e aumentar gradualmente a dificuldade costuma ser uma estratégia mais sustentável.

A neuroplasticidade não é uma corrida.

Ela faz parte da própria capacidade humana de continuar aprendendo e se adaptando ao longo da vida.

E talvez essa seja uma das mensagens mais importantes para quem atravessa os 40, 50 anos e além: o cérebro muda com o passar do tempo, mas também continua capaz de aprender, responder às experiências e construir novas habilidades.

Ótimo! Vamos completar o artigo. Na Parte 2, vou manter a continuidade natural da primeira parte e incluir orientações práticas, relação com estresse e alimentação, alguns cuidados com promessas sobre “treino cerebral” e uma conclusão adequada ao blog.

Artigo 16 — Parte 2

Como Estimular a Neuroplasticidade Depois dos 40

Saber que o cérebro continua capaz de se adaptar é interessante, mas surge uma pergunta prática: o que podemos fazer no dia a dia para oferecer bons estímulos ao cérebro?

Não existe uma fórmula capaz de garantir que uma pessoa manterá a memória perfeita ou evitará doenças neurológicas. Também não existe um exercício isolado que transforme completamente o funcionamento cerebral.

O que podemos fazer é construir uma rotina que favoreça a saúde do cérebro como parte da saúde do organismo inteiro.

E isso pode começar com atitudes relativamente simples.

1. Experimente Aprender Algo Diferente

Uma das maneiras mais interessantes de desafiar o cérebro é sair ocasionalmente das atividades que já realizamos automaticamente.

Isso não significa abandonar aquilo que gostamos.

Significa acrescentar novidade.

Você pode aprender uma receita diferente, começar um curso, utilizar uma ferramenta digital nova, estudar fotografia, aprender algumas palavras de outro idioma ou descobrir uma técnica de artesanato.

A escolha pode variar de acordo com os interesses de cada mulher.

O importante é que exista aprendizagem.

Quando algo parece um pouco difícil no início, exige atenção e melhora com a prática, provavelmente está oferecendo ao cérebro um desafio maior do que uma tarefa completamente automática.

2. Não Subestime a Leitura

Ler também pode ser uma excelente forma de manter o cérebro intelectualmente ativo.

Mas existe uma maneira de tornar essa atividade ainda mais rica: interagir com aquilo que foi lido.

Depois de terminar um capítulo, tente lembrar os principais acontecimentos. Conte para alguém o que aprendeu. Faça anotações. Compare a informação nova com algo que você já sabia.

Essa recuperação ativa da informação exige mais da memória do que simplesmente passar os olhos pelas páginas.

Você também pode variar os assuntos.

Se costuma ler apenas romances, experimente ocasionalmente uma biografia ou um livro sobre história, ciência, arte ou outro tema que desperte curiosidade.

O objetivo não é transformar a leitura em obrigação.

É continuar oferecendo novidades ao cérebro.

3. Converse e Mantenha Contato com Outras Pessoas

A socialização também representa um estímulo complexo para o cérebro.

Durante uma conversa, precisamos ouvir, interpretar informações, lembrar acontecimentos, organizar pensamentos, responder e perceber expressões e emoções.

Tudo isso acontece quase simultaneamente.

Além disso, vínculos sociais são importantes para o bem-estar emocional.

Depois dos 40 e 50 anos, algumas mudanças podem diminuir naturalmente determinados contatos sociais. Filhos crescem, colegas mudam de trabalho, amizades ficam distantes e a rotina pode se tornar mais fechada.

Por isso, preservar oportunidades de convivência pode ser importante.

Conversar com amigas, participar de atividades comunitárias, frequentar cursos, integrar grupos de leitura ou simplesmente reservar tempo para encontrar pessoas queridas são maneiras de combinar interação social e estimulação cognitiva.

4. Movimente o Corpo

Se existe um hábito que merece espaço quando falamos de saúde cerebral, é a atividade física.

Movimentar-se regularmente beneficia o sistema cardiovascular e está associado a diferentes aspectos da saúde física e mental.

Isso é importante porque cérebro e corpo não funcionam separadamente.

A saúde dos vasos sanguíneos, pressão arterial, metabolismo, qualidade do sono e outros fatores também influenciam a saúde cerebral ao longo da vida.

Para algumas mulheres, caminhar pode ser a atividade mais acessível. Outras preferem musculação, hidroginástica, dança, bicicleta ou natação.

A melhor atividade é aquela que pode ser realizada com segurança e mantida ao longo do tempo.

Quem possui doenças, dores importantes ou limitações físicas deve conversar com um profissional de saúde antes de iniciar ou modificar significativamente uma rotina de exercícios.

5. Cuide do Sono

Uma noite ruim ocasionalmente acontece com praticamente todo mundo.

O problema é quando dormir mal se torna rotina.

Sono e memória estão profundamente relacionados. Enquanto dormimos, o cérebro participa da consolidação de informações adquiridas durante o dia.

Na menopausa, cuidar do sono pode ser particularmente desafiador.

Fogachos, suor noturno, ansiedade e mudanças na rotina podem provocar despertares frequentes.

Algumas medidas simples podem ajudar: manter horários relativamente regulares, reduzir estímulos próximos ao momento de dormir, deixar o ambiente confortável e observar hábitos que estejam prejudicando o descanso.

Quando a insônia é persistente ou interfere significativamente na qualidade de vida, entretanto, vale procurar avaliação profissional.

Não é necessário aceitar anos de noites ruins simplesmente porque você entrou na menopausa.

6. Observe o Estresse Crônico

Um pouco de estresse faz parte da vida.

O problema ocorre quando o organismo permanece constantemente em estado de alerta.

Preocupações financeiras, excesso de trabalho, conflitos familiares, sobrecarga de responsabilidades e noites mal dormidas podem fazer com que a sensação de tensão se prolongue.

Nessas condições, concentração e memória também podem ser afetadas.

É difícil prestar atenção a uma informação quando a mente está ocupada tentando resolver vários problemas ao mesmo tempo.

Por isso, cuidar da saúde cerebral também envolve criar momentos de recuperação.

Respiração lenta, atividade física, contato com a natureza, hobbies, descanso, práticas de relaxamento e apoio psicológico quando necessário podem fazer parte desse cuidado.

Esse assunto merece atenção especial e será aprofundado em nosso artigo sobre Estresse Crônico e Memória.

7. Alimentação e Saúde Cerebral

Não existe um alimento capaz de aumentar sozinho a neuroplasticidade ou impedir o envelhecimento cerebral.

A alimentação deve ser observada como um conjunto.

Padrões alimentares que incluem vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes, oleaginosas e fontes de gorduras insaturadas são frequentemente estudados no contexto da saúde cardiovascular e cerebral.

Isso é muito diferente de procurar um “superalimento para a memória”.

Nenhuma fruta, vitamina ou suplemento substitui sono adequado, atividade física, acompanhamento médico e uma alimentação equilibrada.

Também é importante ter cuidado com suplementos vendidos com promessas de “ativar neurônios”, “recuperar a memória” ou “rejuvenescer o cérebro”.

Suplementos podem ser necessários em determinadas situações, principalmente quando existe deficiência nutricional ou indicação profissional, mas não devem ser utilizados indiscriminadamente.

8. Faça Pequenas Mudanças na Rotina

Você não precisa reorganizar completamente sua vida para estimular o cérebro.

Pequenos desafios podem ser incorporados ao cotidiano.

Experimente preparar uma receita que nunca fez.

Aprenda a utilizar uma função nova do celular.

Memorize uma pequena lista antes de consultá-la.

Faça um caminho diferente em um local conhecido, quando isso for seguro.

Aprenda uma sequência de dança.

Monte um quebra-cabeça.

Escreva sobre algo que aprendeu.

Tente explicar um assunto para outra pessoa.

A variedade é interessante porque diferentes atividades exigem habilidades diferentes.

Palavras Cruzadas e Jogos de Memória Funcionam?

Eles podem ser boas atividades de lazer e certamente exigem determinadas habilidades cognitivas.

O cuidado está em acreditar que fazer diariamente um único tipo de jogo seja suficiente para proteger todo o cérebro.

Quando uma pessoa realiza repetidamente o mesmo jogo, tende a ficar melhor naquele jogo.

Isso é aprendizagem.

Mas não significa necessariamente que essa melhora será transferida de maneira ampla para todas as capacidades cognitivas da vida cotidiana.

Por isso, em vez de depender exclusivamente de aplicativos ou jogos chamados de “treino cerebral”, pode ser mais interessante diversificar os estímulos.

Movimento, aprendizagem, leitura, socialização, descanso e desafios intelectuais podem coexistir.

Neuroplasticidade Não Significa Que Tudo Pode Ser Revertido

Esse é um ponto fundamental.

A palavra neuroplasticidade às vezes aparece na internet acompanhada de promessas exageradas.

Você pode encontrar afirmações como:

“Reprograme completamente seu cérebro.”

“Recupere sua memória em poucos dias.”

“Faça este exercício e crie novos neurônios.”

“Reverta o envelhecimento cerebral.”

Desconfie.

A neuroplasticidade é um fenômeno real e importante, mas não transforma o cérebro em um órgão sem limitações.

Idade, genética, doenças, condições cardiovasculares, sono, medicamentos, experiências de vida e diversos outros fatores influenciam o funcionamento cognitivo.

O conhecimento sobre neuroplasticidade deve servir como incentivo para cuidar do cérebro, e não como justificativa para promessas milagrosas.

Esquecimento Depois dos 40 É Sempre Normal?

Não.

Pequenos esquecimentos podem acontecer em qualquer idade e podem se tornar mais perceptíveis com estresse, ansiedade, noites mal dormidas e mudanças relacionadas ao envelhecimento.

Porém, alterações cognitivas importantes não devem ser automaticamente atribuídas à menopausa ou à idade.

Vale procurar avaliação médica quando os esquecimentos começam a interferir significativamente na vida cotidiana ou quando surgem mudanças importantes e progressivas.

Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • perder-se repetidamente em lugares conhecidos;
  • dificuldade crescente para realizar tarefas que antes eram familiares;
  • esquecer informações importantes com muita frequência;
  • apresentar mudanças significativas na linguagem ou no raciocínio;
  • outras pessoas próximas perceberem uma mudança cognitiva relevante;
  • sintomas que pioram progressivamente.

Também existem condições tratáveis que podem provocar dificuldades de memória ou concentração.

Problemas de sono, alterações da tireoide, deficiências nutricionais, depressão, ansiedade e efeitos de determinados medicamentos são alguns exemplos que podem precisar ser investigados por um profissional.

O Que Podemos Aprender com a Neuroplasticidade?

Talvez a principal mensagem seja bastante simples:

o cérebro não fica parado.

Ele responde às experiências, à aprendizagem e aos desafios ao longo da vida.

Depois dos 40, isso ganha um significado especial.

A mulher pode estar atravessando mudanças hormonais, profissionais, familiares e pessoais ao mesmo tempo. Em meio a tantas transformações, perceber pequenos esquecimentos pode gerar preocupação.

Mas essa fase também pode representar uma oportunidade para aprender.

Um novo curso.

Um novo hobby.

Uma atividade física diferente.

Um livro sobre um assunto desconhecido.

Uma habilidade que sempre ficou para depois.

Não precisamos aprender apenas para sermos produtivas.

Aprender também pode proporcionar curiosidade, prazer, autonomia e novas experiências.

Seu Cérebro Ainda Pode Aprender

Chegar aos 40, 50 ou 60 anos não significa que o cérebro fechou suas portas para o novo.

A velocidade de alguns processos pode mudar e determinadas tarefas podem exigir mais prática. Ainda assim, a capacidade de aprendizagem permanece presente.

Por isso, talvez seja melhor substituir a pergunta:

“Será que estou velha demais para aprender isso?”

por outra:

“O que eu gostaria de aprender agora?”

A neuroplasticidade nos lembra que o cérebro é um órgão vivo, dinâmico e influenciado pelas experiências que acumulamos ao longo da vida.

Não precisamos buscar um cérebro perfeito.

Podemos buscar um cérebro cuidado, estimulado e integrado a um corpo igualmente cuidado.

E começar pode ser muito simples.

Escolha algo que desperte sua curiosidade.

Aprenda um pouco.

Pratique.

Descanse.

E amanhã, tente novamente.

Leia Também

Para continuar cuidando da saúde cerebral depois dos 40, veja também outros conteúdos do Coisas da Vida:

Névoa Mental na Menopausa — entenda por que algumas mulheres relatam dificuldade de concentração e sensação de pensamento mais lento.

Esquecimento na Menopausa — descubra o que pode estar por trás das falhas de memória nessa fase.

Como o Estrogênio Atua no Cérebro — conheça a relação entre os hormônios femininos e diferentes funções cerebrais.

Sono e Memória — entenda por que uma boa noite de sono é tão importante para aprender e guardar informações.

Exercícios Físicos para o Cérebro — veja como movimento e saúde cerebral estão relacionados.

Treino Cognitivo Funciona? — saiba o que podemos esperar dos exercícios destinados à memória e outras habilidades cognitivas.

Aviso Importante

Este conteúdo possui finalidade exclusivamente informativa e educativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais de saúde. Alterações persistentes ou progressivas de memória, atenção ou outras funções cognitivas devem ser avaliadas individualmente.

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