Como Fazer Coisas Sozinha Depois dos 40 e Começar a Gostar da Própria Companhia

Qualidade de Vida e Bem Estar

Fazer coisas sozinha depois dos 40 pode começar com experiências simples: tomar um café, caminhar, visitar uma livraria, assistir a um filme ou fazer um curso. O objetivo não é se afastar das pessoas, mas descobrir que alguns momentos podem ser agradáveis mesmo quando ninguém está disponível para acompanhá-la.

Quantas coisas você deixa de fazer porque ninguém pode ir com você?

Talvez você já tenha vivido esta situação.

Viu um filme que gostaria de assistir.

Chamou alguém.

A pessoa não podia.

E você desistiu.

Ou encontrou um restaurante interessante.

Pensou em conhecer.

Mas ninguém estava disponível naquele dia.

Então deixou para outra hora.

Talvez exista uma viagem que você gostaria de fazer.

Uma exposição.

Um curso.

Um passeio.

Uma cafeteria.

Um evento.

Mas existe uma condição silenciosa:

“Preciso encontrar alguém para ir comigo.”

Quando ninguém pode, o plano desaparece.

Só que existe outra possibilidade.

Você pode ir.

No começo, essa ideia pode parecer estranha.

Mas aprender a fazer algumas coisas sozinha pode ampliar bastante as possibilidades da vida depois dos 40.

Fazer coisas sozinha não significa estar sozinha

A própria Organização Mundial da Saúde destaca a importância das conexões sociais para o bem-estar e diferencia momentos individuais de situações de solidão e isolamento social.

Essa diferença é importante.

Você pode ter família.

Amigas.

Filhos.

Companheiro.

Colegas.

E ainda assim gostar de alguns momentos em sua própria companhia.

Da mesma maneira, uma pessoa pode estar cercada de gente e sentir solidão.

Portanto, fazer algo sozinha não define a qualidade das suas relações.

É apenas uma forma de não depender sempre da disponibilidade de outra pessoa para viver determinadas experiências.

Por que pode parecer tão estranho sair sozinha?

Muitas mulheres foram acostumadas a associar lazer à companhia.

Ir ao restaurante é programa de casal.

Viajar é programa de família.

Cinema é programa com amigas.

Passeio é programa com filhos.

Quando pensamos em fazer essas coisas sozinhas, aparece uma sensação de estranheza.

“O que as pessoas vão pensar?”

Talvez pensem absolutamente nada.

A maior parte das pessoas está ocupada demais com a própria vida para analisar quem está sentado sozinho na mesa ao lado.

E mesmo que alguém perceba, isso não muda sua experiência.

Comece pequeno

Você não precisa começar comprando uma passagem para viajar sozinha durante dez dias.

Pode começar com vinte minutos.

Entre em uma cafeteria.

Peça algo de que gosta.

Sente-se.

Observe o movimento.

Leia.

Mexa no celular.

Ou simplesmente tome seu café.

Depois vá embora.

Pronto.

Você acabou de fazer alguma coisa sozinha.

Pode parecer pequeno.

Mas pequenos passos tornam experiências maiores menos intimidantes.

1. Tome um café sozinha

Essa talvez seja uma das experiências mais fáceis para começar.

Escolha uma cafeteria agradável.

Pode ser perto da sua casa.

Ou em um lugar que gostaria de conhecer.

Peça seu café.

Leve um livro, se isso fizer você se sentir mais confortável.

Nas primeiras vezes, talvez exista aquela sensação:

“Estou aqui sozinha.”

Depois de algum tempo, pode surgir outra:

“Que delícia ficar um pouco quieta.”

2. Vá a uma livraria

Livrarias são excelentes lugares para começar porque estar sozinha parece completamente natural.

Você pode caminhar sem pressa.

Folhear livros.

Descobrir assuntos novos.

Tomar um café, se houver cafeteria.

Não existe necessidade de conversar.

Você controla o tempo.

Quer ficar quinze minutos?

Fique.

Quer passar duas horas?

Também pode.

3. Vá ao cinema

Essa é uma experiência interessante porque, depois que o filme começa, todo mundo está olhando para a tela.

Ou seja: estar acompanhada ou sozinha faz pouca diferença durante a maior parte do programa.

Escolha um filme que você quer assistir.

Compre sua pipoca.

Escolha o lugar.

Assista.

Talvez você descubra uma vantagem inesperada:

ninguém precisa concordar com sua escolha.

4. Faça uma caminhada em um lugar agradável

Parque.

Praça.

Orla.

Centro histórico.

Jardim.

Escolha um lugar seguro e movimentado.

Caminhe.

Observe.

Fotografe.

Pare quando quiser.

Volte quando quiser.

Uma caminhada sozinha também pode ser um momento para organizar pensamentos sem precisar transformar tudo em conversa.

5. Faça um curso porque você tem vontade

Talvez exista alguma coisa que sempre despertou sua curiosidade.

Fotografia.

Culinária.

Artesanato.

Idioma.

Dança.

Pintura.

Tecnologia.

Jardinagem.

Você não precisa convencer uma amiga a se matricular junto.

Inscreva-se.

Inclusive, cursos são lugares interessantes para conhecer pessoas com interesses semelhantes aos seus.

Você chega sozinha.

Mas talvez não permaneça sozinha durante muito tempo.

6. Visite uma exposição, museu ou feira

Existe uma vantagem em fazer esse tipo de passeio sozinha:

você decide o ritmo.

Pode parar durante dez minutos diante de alguma coisa que chamou sua atenção.

Ou passar rapidamente por aquilo que não interessa.

Não precisa perguntar:

“Vamos?”

Você simplesmente vai.

7. Experimente almoçar sozinha

Para algumas pessoas, essa etapa parece mais difícil do que tomar um café.

Então escolha um lugar em que se sinta confortável.

Talvez um restaurante dentro de um shopping.

Uma padaria.

Um local com movimento durante o almoço.

Peça aquilo que gosta.

Se quiser, leve algo para ler.

Com o tempo, talvez perceba que uma refeição sozinha não é necessariamente triste.

Pode ser apenas uma refeição tranquila.

Você não precisa fingir que é completamente independente

Gostar da própria companhia não significa nunca precisar de ninguém.

Não significa deixar de chamar amigas.

Não significa viajar sempre sozinha.

Não significa evitar relacionamentos.

A ideia não é transformar independência em isolamento.

É apenas acrescentar uma possibilidade:

“Se alguém puder ir comigo, ótimo. Se não puder, talvez eu ainda possa ir.”

Essa mudança parece pequena.

Mas pode abrir muitas portas.

Pare de esperar que todos tenham o mesmo tempo que você

Depois dos 40, agendas ficam complicadas.

Uma amiga trabalha.

Outra cuida dos pais.

Outra tem filhos.

Outra mora longe.

Uma pessoa está cansada.

Outra tem compromisso.

Se todos os seus planos dependerem de várias agendas coincidirem, algumas coisas podem levar meses para acontecer.

Isso não significa abandonar as pessoas.

Significa reconhecer que cada pessoa vive uma fase diferente.

Você pode ter interesses que ninguém próximo compartilha

Talvez você adore história.

Ninguém da família gosta.

Talvez queira fazer trilhas.

Suas amigas não querem.

Talvez goste de música clássica.

Seu companheiro prefere outro estilo.

Talvez queira aprender cerâmica.

Ninguém conhecido demonstra interesse.

Você não precisa desistir.

Alguns interesses podem ser só seus.

E isso também é saudável.

Faça uma lista chamada “coisas que faria se alguém fosse comigo”

Pegue papel e caneta.

Escreva:

COISAS QUE EU FARIA SE TIVESSE COMPANHIA

Agora liste.

Cinema.

Restaurante.

Viagem.

Curso.

Passeio.

Evento.

Museu.

Show.

Caminhada.

Feira.

Depois olhe para cada item e pergunte:

“Eu realmente preciso de companhia para fazer isso?”

Talvez algumas respostas sejam sim.

Outras provavelmente serão não.

Escolha uma dessas últimas.

Essa será sua primeira experiência.

Crie uma escala de coragem

Você não precisa começar pelo mais difícil.

Dê uma nota de 1 a 5.

1 — Muito fácil

Caminhar.

Ir à livraria.

Tomar café.

2 — Fácil

Ir ao cinema.

Visitar uma feira.

3 — Um pouco desconfortável

Almoçar em restaurante.

Fazer um curso sem conhecer ninguém.

4 — Desafiador

Ir a um evento ou show.

Fazer um passeio de um dia.

5 — Muito desafiador

Viajar sozinha.

Comece pelo nível 1.

Depois experimente o 2.

Não existe prazo para chegar ao 5.

Talvez você nem queira.

Tudo bem.

Viajar sozinha exige mais planejamento

Uma viagem é diferente de tomar café.

Existem questões práticas importantes.

Segurança.

Transporte.

Hospedagem.

Dinheiro.

Comunicação.

Documentos.

Localização.

Por isso, se você deseja experimentar, pode começar pequeno.

Uma cidade próxima.

Um passeio de um dia.

Uma excursão organizada.

Um fim de semana.

Antes de viajar, pesquise bastante o destino e compartilhe seu itinerário com alguém de confiança.

A autonomia não elimina a necessidade de cuidado.

Aprenda a escolher lugares onde você se sente segura

Especialmente quando estiver sozinha, segurança merece atenção.

Prefira locais movimentados.

Pesquise o trajeto antes.

Verifique como voltará para casa.

Evite expor informações desnecessárias a desconhecidos.

Mantenha o celular carregado.

Em viagens, deixe alguém informado sobre seu roteiro.

Fazer coisas sozinha pode ampliar sua liberdade.

Mas liberdade e prudência podem caminhar juntas.

Não use o celular para fugir de todos os momentos

No começo, o celular pode funcionar como uma espécie de companhia.

Você senta no café e imediatamente abre as redes sociais.

Tudo bem.

Mas experimente alguns minutos sem ele.

Observe o ambiente.

Tome seu café.

Pense.

Talvez a parte mais interessante da experiência seja justamente não precisar preencher cada silêncio.

Descubra seu próprio ritmo

Quando estamos acompanhadas, negociamos.

Que horas sair.

Onde comer.

Quanto tempo ficar.

Qual filme assistir.

Qual caminho fazer.

Sozinha, você decide.

Isso pode ser estranho no início.

Depois pode se tornar uma das partes mais agradáveis.

Quer ir embora?

Vá.

Quer ficar?

Fique.

Quer mudar o plano?

Mude.

Faça um encontro mensal com você mesma

Escolha um dia por mês.

Não precisa gastar muito.

Pode ser:

uma caminhada;

um café;

uma biblioteca;

um parque;

uma exposição gratuita;

uma feira;

um filme;

um passeio por um bairro diferente.

Coloque na agenda.

A ideia é criar um pequeno compromisso de experimentar alguma coisa em sua própria companhia.

Estar sozinha também pode revelar preferências

Quando não existe outra pessoa para opinar, você começa a perceber melhor suas próprias escolhas.

Qual restaurante você escolheria?

Qual filme?

Quanto tempo gostaria de ficar?

Que tipo de passeio realmente gosta?

Pode parecer simples.

Mas, depois de anos negociando decisões com família e outras pessoas, algumas mulheres percebem que quase nunca fazem escolhas exclusivamente a partir das próprias preferências.

Não transforme isso em competição

Você não precisa provar:

“Eu não preciso de ninguém.”

Esse não é o objetivo.

Precisamos de pessoas.

Relacionamentos, amizades e vínculos fazem parte de uma vida rica.

A questão é diferente.

Você não precisa depender de companhia para todas as experiências.

Pode existir espaço para as duas coisas.

Momentos compartilhados.

E momentos seus.

E se eu me sentir triste?

Pode acontecer.

Principalmente nas primeiras experiências.

Observe o que está sentindo.

Talvez aquele tipo de passeio simplesmente não seja agradável para você sozinha.

Não existe obrigação de gostar.

Experimente outra coisa.

Talvez cinema funcione.

Restaurante não.

Talvez caminhada seja ótima.

Viagem não.

Autonomia também significa descobrir suas preferências e respeitá-las.

Fazer coisas sozinha pode ajudar a ampliar sua vida social

Parece contraditório.

Mas quando você começa um curso, participa de uma atividade ou frequenta novos lugares, também aumenta as chances de conhecer pessoas.

A diferença é que você não precisa conhecer alguém antes de começar.

Você começa porque tem interesse.

As relações podem surgir depois.

Como começar esta semana

Escolha uma experiência simples.

Não a mais difícil.

A mais fácil.

Defina:

O que vou fazer?

Onde?

Em qual dia?

Que horas?

Depois vá.

Não espere sentir coragem absoluta.

É possível sentir um pouco de desconforto e ainda assim fazer.

Quando voltar, pergunte:

Gostei?

Faria novamente?

O que mudaria?

A experiência seguinte ficará mais fácil de planejar.

Perguntas frequentes

É estranho sair sozinha depois dos 40?

Não. Pessoas fazem atividades sozinhas em todas as fases da vida. O desconforto inicial geralmente está relacionado ao hábito e às expectativas pessoais sobre atividades de lazer.

O que posso fazer sozinha para começar?

Caminhar, visitar uma livraria, tomar café, ir ao cinema, frequentar uma biblioteca ou fazer um curso são opções relativamente simples para começar.

Como perder a vergonha de ir a um restaurante sozinha?

Comece em locais mais informais e movimentados. Um café ou almoço rápido pode parecer mais confortável nas primeiras vezes. Conforme a experiência se torna familiar, o desconforto tende a diminuir.

É seguro viajar sozinha depois dos 40?

A segurança depende do destino e das circunstâncias. Pesquisar hospedagem, transporte, região, horários e meios de comunicação é importante. Compartilhar o roteiro com alguém de confiança também é uma medida prudente.

Gostar de ficar sozinha significa que estou me isolando?

Não necessariamente. Gostar de alguns momentos individuais pode coexistir com amizades, relacionamentos e vida social. O isolamento envolve afastamento persistente e indesejado das relações, o que é diferente de escolher algumas atividades para fazer sozinha.

Posso começar novos hobbies sozinha?

Sim. Cursos e atividades em grupo são, inclusive, maneiras de começar um interesse sem depender de alguém conhecido e podem criar oportunidades de novas amizades.

Conclusão

Talvez existam experiências que você vem adiando há meses simplesmente porque ninguém estava disponível para acompanhá-la.

Então experimente mudar uma pequena frase.

Em vez de:

“Não tenho ninguém para ir comigo.”

Pense:

“Será que eu gostaria de ir mesmo assim?”

Às vezes, a resposta será não.

E tudo bem.

Mas algumas vezes será sim.

Comece pequeno.

Um café.

Um filme.

Uma caminhada.

Uma livraria.

Depois descubra até onde você quer ir.

Aprender a fazer coisas sozinha depois dos 40 não significa construir uma vida sem pessoas.

Significa perceber que sua própria companhia também pode ocupar um lugar nela.

E talvez exista um mundo de pequenas experiências esperando justamente o momento em que você decide:

“Eu quero ir. Então eu vou.”

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