Como Voltar a Ter Planos Para Si Mesma Depois dos 40

Qualidade de Vida e Bem Estar

Voltar a ter planos depois dos 40 começa quando você se permite pensar novamente no que deseja para si, além das responsabilidades diárias. Não é necessário descobrir um grande propósito nem mudar toda a sua vida. Pequenos projetos, interesses esquecidos, experiências novas e objetivos pessoais podem devolver à rotina a sensação de movimento, expectativa e futuro.

Súmario

Em que momento você deixou de fazer planos para si?

Talvez você nem saiba responder.

Provavelmente não aconteceu em um dia específico.

A vida simplesmente foi ficando cheia.

Trabalho.

Casa.

Filhos.

Contas.

Família.

Compromissos.

Problemas inesperados.

Durante muitos anos, seus planos talvez tenham sido construídos principalmente em torno das necessidades da família.

Comprar uma casa.

Criar os filhos.

Pagar a escola.

Conseguir estabilidade profissional.

Trocar o carro.

Organizar a casa.

Ajudar alguém.

Resolver aquilo que precisava ser resolvido.

E existe valor em tudo isso.

O problema aparece quando, no meio de tantas responsabilidades, você percebe que faz muito tempo que não pensa em alguma coisa que gostaria de fazer simplesmente porque aquilo importa para você.

Não para os filhos.

Não para o companheiro.

Não para o trabalho.

Não porque alguém precisa.

Para você.

Essa percepção pode aparecer aos 40, 45, 50 ou mais tarde.

E às vezes vem acompanhada de uma pergunta desconfortável:

“O que eu quero agora?”

Talvez você não saiba responder imediatamente.

Isso não significa que não existam mais sonhos.

Talvez apenas faça muito tempo que você não os procura.

Quando a mulher passa anos cuidando do que precisa ser feito

Existe uma diferença entre viver sem sonhos e passar tanto tempo ocupada que quase não sobra espaço para pensar neles.

Durante determinadas fases, isso pode acontecer naturalmente.

Filhos pequenos exigem atenção.

O trabalho exige energia.

A casa precisa funcionar.

Os boletos chegam.

Pais envelhecem.

Problemas aparecem.

A agenda vai sendo preenchida pelas necessidades mais urgentes.

E aquilo que não é urgente vai sendo empurrado.

Uma aula.

Uma viagem.

Um curso.

Um hobby.

Um projeto.

Uma vontade antiga.

“Depois eu faço.”

O “depois” pode durar anos.

Até que chega um momento em que algumas responsabilidades mudam e você percebe que não sabe exatamente o que colocar no espaço que começa a surgir.

Essa fase pode ser uma oportunidade para redescobrir partes de si que ficaram adormecidas.

Ter planos depois dos 40 não significa mudar toda a sua vida

Quando falamos em novos projetos, é fácil imaginar decisões enormes.

Mudar de carreira.

Abrir uma empresa.

Viajar pelo mundo.

Mudar de cidade.

Começar uma nova faculdade.

Recomeçar um relacionamento.

Esses podem ser projetos importantes para algumas mulheres.

Mas não precisam ser os seus.

Um plano também pode ser:

  • voltar a estudar;
  • fazer uma pequena viagem;
  • aprender a pintar;
  • começar uma atividade física;
  • organizar as finanças;
  • ler mais;
  • aprender outro idioma;
  • criar um projeto pessoal;
  • reencontrar amigas;
  • conhecer lugares novos;
  • cultivar um jardim;
  • escrever;
  • aprender fotografia;
  • fazer artesanato;
  • participar de um grupo;
  • ter algumas horas da semana reservadas para si.

Um projeto não precisa impressionar ninguém para ter importância.

Algumas das mudanças que mais transformam nossa relação com a vida começam de maneira muito discreta.

Talvez você tenha esquecido de perguntar o que deseja

Durante muitos anos, talvez a pergunta mais frequente tenha sido:

“O que precisa ser feito?”

E não:

“O que eu gostaria de fazer?”

Existe uma diferença enorme entre as duas.

A primeira organiza responsabilidades.

A segunda abre possibilidades.

Depois de tantos anos respondendo à primeira, talvez seja estranho começar a responder à segunda.

Você pode até pensar:

“Eu nem sei mais do que gosto.”

Ou:

“Não tenho nenhum sonho.”

Não se pressione para encontrar imediatamente uma resposta extraordinária.

Comece pela curiosidade.

O que chama sua atenção?

Sobre o que você gosta de conversar?

Que vídeos costuma assistir?

Que lugares despertam sua vontade de conhecer?

Que atividade faz você perder a noção do tempo?

Que assunto gostaria de entender melhor?

Pequenas curiosidades podem revelar caminhos.

Comece lembrando da mulher que você já foi

Pense em você antes de tantas responsabilidades.

O que gostava de fazer?

Quais assuntos despertavam sua curiosidade?

O que imaginava aprender?

Que lugares desejava conhecer?

Que hobbies abandonou?

Talvez gostasse de dançar.

Talvez escrevesse.

Talvez adorasse desenhar.

Talvez tivesse vontade de aprender fotografia.

Talvez gostasse de viajar, mas tenha passado anos priorizando outros gastos.

Talvez adorasse ler e hoje perceba que não termina um livro há muito tempo.

Nem tudo precisa ser recuperado.

Você mudou.

Alguns interesses realmente ficaram no passado.

Mas outros podem continuar esperando uma oportunidade.

Agora conheça a mulher que você se tornou

Não queremos apenas recuperar sonhos antigos.

Você também pode criar sonhos novos.

A mulher que você é hoje possui experiências que aquela de 20 anos não tinha.

Você conhece melhor seus limites.

Já viveu situações que ensinaram o que não deseja repetir.

Aprendeu algumas coisas sobre dinheiro.

Sobre trabalho.

Sobre relacionamentos.

Sobre tempo.

Sobre você.

Talvez hoje valorize tranquilidade mais do que status.

Liberdade mais do que aprovação.

Tempo mais do que coisas.

Experiências mais do que aparência.

Pergunte:

“O que desperta minha curiosidade hoje?”

A resposta pode ser completamente diferente daquela que você daria aos 25.

Isso não é perda de identidade.

É transformação.

Sonho, desejo, meta e projeto não são exatamente a mesma coisa

Às vezes dizemos:

“Tenho o sonho de viajar.”

Mas o sonho permanece distante porque nunca se transforma em planejamento.

Podemos pensar assim:

Desejo: gostaria de conhecer determinado lugar.

Objetivo: quero fazer essa viagem no próximo ano.

Projeto: pesquisar custos, definir uma data e organizar o dinheiro.

Primeira ação: pesquisar hoje quanto custaria a viagem.

É quando um desejo começa a receber ações concretas que ele ganha possibilidade de acontecer.

Isso vale para quase tudo.

“Quero voltar a estudar.”

Qual curso?

Onde?

Quanto custa?

Quando começam as inscrições?

Qual é a primeira coisa que você precisa descobrir?

Grandes projetos começam respondendo perguntas pequenas.

Pare de procurar um grande propósito

Existe muita pressão para “encontrar o propósito”.

Como se cada pessoa tivesse uma grande missão escondida esperando para ser descoberta.

Talvez você tenha.

Talvez não.

Você também pode ter vários propósitos durante a vida.

Em determinada fase, criar os filhos pode ocupar grande parte da sua energia.

Em outra, desenvolver uma carreira.

Depois, aprender.

Criar.

Viajar.

Ensinar.

Descansar.

Cuidar.

Construir algo novo.

Você não precisa descobrir o grande propósito da sua existência para fazer planos depois dos 40.

Precisa apenas encontrar algo que faça sentido agora.

Faça uma lista chamada “Eu ainda quero…”

Pegue uma folha de papel.

Não faça no pensamento.

Escreva.

No alto da página coloque:

EU AINDA QUERO…

Depois complete a frase várias vezes.

Eu ainda quero conhecer…

Eu ainda quero aprender…

Eu ainda quero experimentar…

Eu ainda quero melhorar…

Eu ainda quero criar…

Eu ainda quero mudar…

Eu ainda quero recuperar…

Eu ainda quero sentir…

Não analise demais.

Escreva pelo menos dez respostas.

Algumas serão grandes.

Outras parecerão bobas.

Não importa.

Essa lista não é um contrato.

É apenas uma forma de voltar a ouvir seus próprios desejos.

Faça também uma lista chamada “Eu não quero mais…”

Essa segunda lista pode ser ainda mais reveladora.

Escreva:

EU NÃO QUERO MAIS…

Talvez apareçam coisas como:

viver sempre com pressa;

aceitar todos os convites por obrigação;

adiar férias;

comprar coisas que não preciso;

trabalhar todos os fins de semana;

deixar meus projetos sempre por último;

passar horas nas redes sociais;

manter hábitos que já não fazem sentido.

Às vezes descobrimos o que queremos quando percebemos claramente aquilo que não queremos continuar repetindo.

Escolha desejos pequenos e grandes

Sua lista pode misturar tudo.

Viajar para outro país.

Organizar minhas fotografias.

Aprender inglês.

Plantar flores.

Trocar de profissão.

Ler um livro por mês.

Começar um negócio.

Conhecer uma cidade próxima.

Fazer um curso.

Ter uma tarde livre por semana.

Não descarte um desejo porque parece pequeno demais.

A vida não é construída apenas com grandes acontecimentos.

Pequenas expectativas também dão sabor aos dias.

Crie alguma coisa para esperar

Existe algo especial em olhar para o calendário e saber que existe uma experiência agradável chegando.

Uma viagem.

Um almoço.

Um curso.

Um passeio.

Uma aula.

Um encontro.

Um projeto.

Uma apresentação.

Uma visita.

Nem tudo precisa acontecer espontaneamente.

Você pode colocar pequenas experiências no futuro de propósito.

Isso ajuda a evitar que os dias se transformem apenas em uma sequência de obrigações.

“Eu não tenho tempo para isso”

Essa talvez seja uma das maiores barreiras.

E em muitos casos ela é real.

Há mulheres que trabalham o dia inteiro, cuidam da casa, ajudam filhos e familiares e chegam ao final do dia cansadas.

Por isso, o objetivo não é fingir que todas possuem horas livres esperando para serem preenchidas.

Comece procurando pequenos espaços.

Vinte minutos.

Meia hora.

Uma hora por semana.

Talvez seu projeto precise avançar devagar.

Tudo bem.

Devagar ainda é movimento.

“Eu não tenho dinheiro para realizar meus planos”

Alguns projetos realmente exigem dinheiro.

Viagens.

Cursos.

Uma mudança profissional.

Abrir um negócio.

Nesses casos, o primeiro passo pode ser financeiro.

Pesquisar valores.

Criar uma pequena reserva.

Definir um prazo.

Eliminar uma despesa que já não faz sentido.

Buscar alternativas gratuitas ou mais acessíveis.

O fato de você não poder realizar um plano imediatamente não significa que não possa começar a prepará-lo.

Às vezes, planejar também é agir.

“Tenho medo de começar e não conseguir”

Esse medo é compreensível.

Mas tente perceber que começar um projeto não significa prometer que ele dará certo.

Significa apenas experimentar.

Você pode fazer um curso e descobrir que não gosta.

Pode começar um hobby e abandoná-lo.

Pode planejar uma mudança e depois decidir permanecer onde está.

Nem toda experiência precisa terminar em uma grande conquista.

Algumas servem para revelar caminhos que não queremos seguir.

Isso também é informação.

Seus planos precisam caber na sua vida real

Talvez você queira viajar, mas neste momento precise organizar as finanças.

Então o primeiro passo não é comprar a passagem amanhã.

É criar uma reserva para a viagem.

Talvez queira mudar de profissão.

O primeiro passo pode ser pesquisar uma formação.

Talvez queira escrever um livro.

Comece escrevendo duas páginas por semana.

Um sonho não deixa de ser importante porque precisa ser construído lentamente.

Transforme desejos em projetos

Existe uma diferença entre:

“Um dia eu gostaria de fazer isso.”

e:

“Vou começar a fazer isso.”

Imagine que você queira aprender italiano.

O desejo é:

“Quero aprender italiano.”

O projeto começa quando você decide:

“Até sexta-feira vou pesquisar três cursos.”

Depois:

“Na próxima semana vou escolher um.”

Agora existe movimento.

É assim que muitos planos começam.

Não com uma decisão gigantesca.

Com uma pequena ação concreta.

Escolha apenas um plano para começar

Depois de fazer sua lista, talvez você fique animada e queira começar dez coisas.

Evite.

Escolha uma.

Pergunte:

“Qual dessas coisas teria um efeito positivo na minha vida agora?”

Comece por ela.

Quando esse projeto estiver incorporado à rotina, escolha outro.

Ter muitos objetivos ao mesmo tempo pode criar a sensação de movimento sem produzir avanço real.

Experimente o plano de 90 dias

Em vez de pensar:

“O que farei pelo resto da vida?”

pergunte:

“O que quero desenvolver nos próximos 90 dias?”

Escolha um projeto.

Depois divida:

Primeiro mês

Pesquisar e organizar.

Segundo mês

Começar e experimentar.

Terceiro mês

Avaliar e ajustar.

Ao final dos 90 dias, pergunte:

Quero continuar?

Preciso mudar alguma coisa?

Esse projeto ainda faz sentido?

Você não precisa decidir tudo para sempre.

Reserve espaço na agenda

Se um projeto depender apenas do “tempo que sobrar”, provavelmente será adiado.

Porque quase nunca sobra tempo.

Por isso, experimente reservar um horário.

Pode ser:

30 minutos duas vezes por semana;

uma hora no sábado;

20 minutos por dia.

O tamanho do espaço importa menos do que sua existência.

Trate esse horário como trataria um compromisso.

Não transforme seus novos planos em outra forma de cobrança

Existe um risco importante.

Você decide viver mais para si e, de repente, cria outra lista impossível.

Curso.

Academia.

Leitura.

Viagem.

Projeto.

Idioma.

Negócio.

Autocuidado.

Metas.

Agora você está cansada novamente.

Seus projetos não precisam se transformar em outra fonte de pressão.

Alguns devem trazer prazer.

Curiosidade.

Descanso.

Descoberta.

Nem tudo precisa produzir resultado.

Você não precisa pedir permissão para ter interesses próprios

Talvez algumas pessoas perguntem:

“Para que você vai fazer esse curso?”

“Para que aprender isso agora?”

“Por que gastar tempo com isso?”

Nem toda atividade precisa gerar dinheiro.

Você não precisa monetizar todos os hobbies.

Não precisa justificar cada interesse.

Às vezes, fazer alguma coisa simplesmente porque gosta já é motivo suficiente.

Não espere que todos entendam seus novos planos

Quando você muda, as pessoas ao redor também precisam se adaptar.

Talvez algumas estranhem.

“Agora você resolveu fazer isso?”

“Com essa idade?”

“Para quê?”

Escute críticas que tragam informações úteis.

Avalie riscos reais.

Planeje.

Mas não transforme automaticamente a opinião de outra pessoa em decisão sobre sua própria vida.

Ter planos não significa estar insatisfeita com aquilo que construiu

Você pode ser grata e ainda desejar coisas novas.

Pode amar sua família e querer mais tempo para si.

Pode gostar do trabalho e querer aprender outra coisa.

Pode gostar da sua casa e desejar viajar.

Pode valorizar sua história e imaginar um futuro diferente.

Gratidão e desejo podem existir juntos.

Crie um “orçamento de experiências”

Se sua realidade financeira permitir, você pode separar uma pequena quantia mensal para experiências ou projetos pessoais.

Não precisa ser muito.

Pode servir para:

um curso;

livros;

um passeio;

uma viagem futura;

materiais para um hobby.

Quando existe um valor reservado, alguns planos deixam de depender exclusivamente do dinheiro que “sobrar”.

Se o orçamento estiver apertado, procure também opções gratuitas: bibliotecas, cursos online, atividades comunitárias, parques, grupos e conteúdos educativos.

Converse com mulheres que estão fazendo coisas novas

Talvez você conheça alguém que:

começou uma faculdade depois dos 40;

mudou de carreira;

viajou sozinha;

abriu um pequeno negócio;

aprendeu um idioma;

começou um hobby;

voltou a estudar;

criou um projeto pessoal.

Não para copiar a vida dela.

Mas para ampliar sua percepção sobre o que é possível.

Faça planos para os próximos três meses

Pegue outra folha.

Escreva:

UMA COISA PARA APRENDER

Pode ser um curso, habilidade ou assunto.

UMA COISA PARA ORGANIZAR

Finanças, documentos, casa ou rotina.

UMA COISA PARA FAZER POR PRAZER

Sem obrigação de ser produtiva.

UMA EXPERIÊNCIA NOVA

Um lugar, atividade ou encontro.

Agora você já tem quatro pequenas direções.

Depois pense no próximo ano

Daqui a um ano:

O que gostaria de ter aprendido?

O que gostaria de ter melhorado?

Que experiência gostaria de ter vivido?

Que projeto gostaria de ter começado?

Que hábito gostaria de ter abandonado?

Não transforme as respostas em cobranças.

Use-as como direção.

E se você começar e desistir?

Pode acontecer.

Você começa um curso e não gosta.

Experimenta um hobby e percebe que não era aquilo.

Inicia um projeto e muda de ideia.

Isso não significa que perdeu tempo.

Você descobriu alguma coisa sobre si mesma.

Planos podem ser abandonados.

A maturidade permite escolher não apenas o que começar.

Mas também aquilo que não vale mais continuar.

Como voltar a ter planos depois dos 40 na prática

Comece com estes sete passos:

1. Faça sua lista “Eu ainda quero…”.

2. Faça sua lista “Eu não quero mais…”.

3. Escolha apenas um desejo para transformar em projeto.

4. Defina uma ação que possa realizar nos próximos sete dias.

5. Coloque essa ação na agenda.

6. Trabalhe nesse projeto durante 90 dias.

7. Depois avalie se deseja continuar, mudar ou escolher outra coisa.

Você não precisa conhecer o caminho inteiro.

Precisa apenas descobrir qual é o próximo passo.

Perguntas frequentes

É normal não saber o que quero depois dos 40?

Sim. Depois de muitos anos concentrada em responsabilidades, pode levar algum tempo para identificar novos interesses. Comece pela curiosidade, não pela obrigação de encontrar imediatamente um grande propósito.

Como descobrir novos sonhos depois dos 40?

Faça listas de coisas que gostaria de aprender, conhecer, experimentar ou recuperar. Também observe aquilo que desperta sua curiosidade atualmente. Experimentar pequenas atividades pode ajudar a descobrir novos interesses.

Preciso mudar completamente de vida para ter novos planos?

Não. Um projeto pode coexistir com sua rotina atual. Um curso, hobby, viagem planejada ou algumas horas semanais dedicadas a um interesse já representam um começo.

Como encontrar tempo para meus projetos?

Procure períodos pequenos e específicos. Vinte ou trinta minutos regulares podem ser mais úteis do que esperar por várias horas livres que raramente aparecem.

E se eu não tiver dinheiro para meus planos?

Alguns objetivos exigem recursos e podem precisar de planejamento financeiro. Outros podem começar com alternativas gratuitas ou de baixo custo. Pesquisar valores e criar uma pequena reserva já pode ser o primeiro passo.

É tarde para começar um novo projeto depois dos 50?

A viabilidade depende do tipo de projeto, recursos e circunstâncias pessoais. A idade isoladamente não determina se você pode aprender algo novo, iniciar um hobby ou construir um projeto.

Conclusão

Durante muitos anos, talvez você tenha feito planos pensando em todos.

Isso fazia parte da fase que estava vivendo.

Mas agora talvez exista espaço para uma pergunta nova:

“O que eu quero viver daqui para frente?”

Você não precisa responder tudo hoje.

Não precisa criar uma lista de grandes sonhos.

Não precisa mudar sua vida inteira.

Comece pequeno.

Uma aula.

Um passeio.

Um livro.

Uma viagem planejada.

Um projeto.

Um interesse antigo.

Uma curiosidade nova.

Ter planos depois dos 40 não significa rejeitar a vida que você construiu.

Significa reconhecer que sua história ainda está acontecendo.

Você ainda pode aprender.

Experimentar.

Mudar de ideia.

Descobrir novos interesses.

Retomar antigos sonhos.

Criar outros completamente diferentes.

E, entre tantas responsabilidades, também pode existir espaço para construir uma vida que tenha um pouco mais daquilo que faz sentido para você.

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